Fotos: Carlos Reinis/Band

O que os participantes do MasterChef comem no hotel em que estão confinados? Descubra aqui

Isolados em um hotel na cidade de São Paulo para as gravações do MasterChef, os participantes da 8ª temporada fizeram do confinamento seu segundo lar e há meses não tem contato com o mundo exterior. Longe de casa, a rotina na cozinha também mudou e tudo o que eles comem é produzido por terceiros. Engana-se quem pensa que os cozinheiros podem comer tudo o que fazem no programa ou até mesmo levar uma “marmita” para o hotel. No confinamento, o cardápio é outro. Contamos tudo abaixo:

Hambúrguer de picanha, arroz de costela, sobrecoxa de frango, espaguete à bolonhesa, penne e várias outras opções recheiam os jantares durante os dias da semana. É no hotel onde as primeiras e últimas refeição do dia, antes e depois de cada gravação, são servidas. Aos sábados e domingos é possível pedir comida por delivery e experimentar pratos diferentes.

Acontece que em meio a rotina agitada, alguns hábitos alimentares mudaram e além dos novos sabores colados na mesa, a ansiedade se tornou tempero extra. Gabriel, 2º eliminado da competição, diz ter sentido dificuldade para comer durante o dia, quando o nervosismo pelas provas era recorrente.

“O jantar acabou se tornando a refeição que mais consegui aproveitar porque já estava tranquilo e menos nervoso com as provas. Durante o café da manhã ou o almoço, ficava preocupado com o que iria preparar nas gravações”, explica.

Campeões de audiência no cardápio
Com tanta variedade no menu fica difícil escolher o que comer? Que nada! Por lá, todos já criaram tanta familiaridade com o cardápio que elegeram seus favoritos. Heitor e Antônio, por exemplo, são fãs do hambúrguer de picanha. Já Isabella prefere o arroz de costela. Todos são apaixonados pelo pudim de leite.

“É o melhor do mundo. Tem uma textura ótima e sem furinhos. Já tentei conseguir a receita com o chef, mas ele parece ter um segredo e não conta”, explica Isabella.

Antônio estava na lista dos que ficaram apaixonados pelo clássico. “Quando gosto de uma coisa peço repetidamente. O pudim é o melhor que já comi na minha vida. Fico perguntando aos outros participantes se alguém não vai querer ele como sobremesa para mandar pra mim”, brinca. Até quem já foi embora, como Gabriel, lembra com saudade da receita: “Foi o que mais me marcou. Esperava o dia pra comer.”

Ampliando o repertório
A vida gastronômica de um MasterChef pode ser bem diferente do que eles cozinham quando estão no programa. É no fim de semana que os competidores conseguem variar ainda mais o cardápio e provar novas receitas via delivery. Já parou pra pensar que, para eles, comer é como um estudo?

Isabella, que mora em uma região com pouca entrega de comida, está aproveitando a oportunidade para experimentar tudo o que não consegue pedir quando está em casa. Já Kelyn encomenda, pelo menos em uma refeição, algo que nunca comeu para ampliar seu repertório na cozinha e ter mais referências no jogo.

Todos eles guardam ainda, em seus respectivos quartos, mantimentos de emergência para comer quando bate a ansiedade, a fome na madrugada ou a vontade de comer algo diferente. É o caso de Daphne que é atleta e recorre aos doces quando sente saudade de andar de skate. Ou da Kelyn que tem chocolate no quarto como forma de acalento aos dias difíceis. Antônio também não fica de fora e guarda biscoitos, salgadinhos e barrinha de cereais.

No fim, todos acabam criando vínculos para além da comida. O cardápio vai se tornando uma importante lembrança de um período decisivo e transformador na vida. É o arroz de costela, o hambúrguer e o pudim que vão ganhando gosto de confinamento do MasterChef 2021 e um dia ainda vão deixar saudade.